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Por que o Brasil está mudando o sistema de impostos?

Hoje, o país tem cinco impostos diferentes sobre consumo: ICMS (estadual), ISS (municipal), PIS, Cofins e IPI (federais). Cada um segue suas próprias regras, com bases de cálculo diferentes, regimes distintos e várias obrigações acessórias.

Isso gera uma série de problemas:

Esse cenário acaba desestimulando negócios, aumenta a burocracia e atrapalha a competitividade do Brasil.


Por que a Reforma é necessária?

A Reforma foi pensada para simplificar, padronizar e trazer justiça tributária.

Entre os objetivos:

Exemplo prático:
Se uma empresa de São Paulo vender para um cliente final em Minas Gerais, a alíquota será a de Minas.
Na importação, a cobrança acontece no estado do destinatário do produto, e não no porto ou aeroporto de entrada.

Com isso, cada estado terá que competir de forma real: com logística eficiente, energia mais barata, mão de obra qualificada, inovação, segurança jurídica e agilidade regulatória — e não com guerra de benefícios fiscais.


O que muda: os novos tributos

O Brasil vai adotar o modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), comum em outros países, para evitar a cobrança em cascata. Aqui, ele será dual, dividido em três tributos:

IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)

Comitê Gestor do IBS — Funções principais


CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)


IS (Imposto Seletivo)


Comparativo rápido

Tributo atualNovo tributoTipo de incidênciaObservações
ICMSIBSNo destinoAlíquota definida por estados
ISSIBSNo destinoAlíquota definida por municípios
PIS/CofinsCBSNacional unificadoAlíquota única federal
IPIISMonofásicoSobre produtos específicos/nocivos

Quem define alíquotas e fiscaliza

Se algum estado ou município não definir sua alíquota, vale a alíquota de referência, calculada anualmente pelo Senado.


Alíquota de referência — para que serve?

Exemplo numérico


Cronograma da transição

A Reforma Tributária, instituída pela Lei Complementar 214/2025, é uma das maiores mudanças já feitas no sistema de consumo brasileiro.

Ela substitui cinco tributos fragmentados por um IVA dual (IBS, CBS e IS), traz tributação no destino, elimina a guerra fiscal e adota a não cumulatividade plena.

O modelo favorece a competitividade real entre estados — baseada em logística, inovação, infraestrutura e segurança jurídica — e alinha o Brasil às melhores práticas internacionais.

Para empresários e contadores, o grande desafio será navegar pela transição até 2033, acompanhando de perto cada fase. Mas, no longo prazo, a promessa é clara: um sistema mais simples, previsível e transparente, que reduz burocracia e incentiva o desenvolvimento sustentável
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